A importância da Leitura e Produção Textual

É comum ouvirmos, no dia a dia, que a leitura e a produção textual servem apenas para quem está sendo alfabetizado, pretende fazer vestibular ou já está na carreira acadêmica. O senso comum desconhece, porém, que essas atividades são pré-requisitos para a formação humanística de qualquer cidadão.

Além de aprimorar o vocabulário e tornar o raciocínio mais rápido, a prática da leitura faz com que tenhamos mais facilidade para interpretar tanto assuntos privados, quanto públicos. Ou seja, vale tanto para a nossa vida pessoal quanto para assuntos políticos e que estão na esfera na coletividade.

Somos produtos das leituras de mundo que fazemos

As decisões que tomamos, o estilo de vida social que temos, nossas ações no ambiente de trabalho, nossa opinião política e até nosso comportamento dentro de casa também são produtos das leituras de mundo que fazemos.

É claro que os diferentes tipos de mídias também influenciam, tais como Internet, filmes, documentários e até a própria TV. De maneira geral, porém, as informações nesses formatos não trazem tanta reflexão e nem despertam a imaginação. Afinal, você não tem que imaginar os personagens ou os locais. Tudo está ali, pronto!

Falta de leitura compromete interpretação de notícias

Em tempos tecnológicos e de sucesso dos serviços de streaming, aqueles que utilizam transmissão de vídeo e áudio em tempo real, como a Netflix, é difícil convencer a população importância da leitura, principalmente os jovens.

A mudança de paradigma, no entanto, envolve o trabalho das escolas, dos professores e da própria comunidade. Sem leitura, a produção textual é quase nula, o vocabulário é escasso e a interpretação tanto de texto quanto de mundo é comprometida.

Para se ter uma dimensão do problema, o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), de 2018, revela que três em cada dez indivíduos, de 15 a 64 anos, são analfabetos funcionais.

São pessoas que não conseguem entender informações simples de um cartaz, por exemplo, ou compreender qual operação matemática deve ser feita para realizar um problema.
Isso não significa, porém, que essas pessoas não saibam ler. Elas leem, mas têm dificuldade de interpretação. O mais surpreendente, porém, é que também utilizam as redes sociais. 86%, por exemplo, fazem uso do WhatsApp, enquanto 72% aproveitam o Facebook.

Nessas plataformas, contudo, aqueles que não conseguem interpretar as informações estão mais suscetíveis a notícias falsas. Em outras palavras, eles estão desinformados em ambientes que preveem o acesso à informação.

Como os professores podem contribuir para a mudança?

A qualificação dos professores também é fundamental para que estimulem o hábito nas escolas. Além de propor formatos fechados de como produzir um texto ou de oferecer apenas clássicos para os alunos, é possível começar por algo básico: assuntos de interesses.

Se o assunto agrada, fica mais fácil tentarmos entender o que ele está nos propondo. Ou seja, faz sentido e conseguimos aplicar aquilo na realidade. Alguns especialistas também sugerem que a prática comece com textos curtos e temas que despertem a curiosidade.

Depois, esses textos servem como subsídio para que o estudante desenvolva a própria produção textual.

Por que devo me qualificar na área?

Especialmente para formados em Letras e em demais áreas da licenciatura, um curso de pós-graduação em leitura e produção textual traz reflexões do tipo:

  • Como inserir o tema com eficácia em sala de aula;
  • Como melhorar a própria formação acadêmica; e
  • Como as práticas são incentivos à formação de identidades nos alunos.

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